faça você mesmo

Grão (Almofadas coloridas)

Nessa semana que passou, um amigo do trabalho fez um experimento que é pura nostalgia: repousou um grãozinho de feijão sobre um pouco de algodão molhado e deixou a natureza fazer o seu trabalho. Eu, curiosa que sou, não pude deixar de questionar o motivo tardio daquela experiência. Esse tipo de descoberta não é feita quando ainda carregamos merendeiras? “Por quê cê tá plantando esse feijãozinho?”, lá estava eu metendo meu nariz onde não tinha sido chamada. E a resposta veio em forma de outra pergunta: “Como um grãozinho de feijão consegue germinar a partir de um ambiente tão estéril, como um algodão molhado? Isso acontece porque tudo o que ele precisa para prosperar já está dentro dele, dentro do próprio grão”.
Voltei pra minha mesa encucada… sério. Que significado mais simples e mais completo para um experimento tão ingênuo. Uma chacoalhada na acomodação, no marasmo e na falta de iniciativa, não é mesmo? Aquele feijãozinho me encarava e dizia: “se eu consigo, você também consegue”. Ou seja, recado dado: “Só depende de você”. Sem mais. E precisa mais? 
E foi com esse pensamento na cabeça que eu voltei pra casa naquele dia disposta a colocar em prática todos os projetos que estavam sendo adiados, seja por falta de tempo, dinheiro ou saco. E já que temos que começar de algum lugar, comecemos pelos desejos mais simples: ter uma casa cheia de almofadas coloridas era o meu, no caso.
Mas não podia ser qualquer almofada. Tinham que ser as almofadas que eu sempre sonhei. Que eu criei na minha cabeça. Que eu nunca encontrei e que, se encontrasse, não teria dinheiro para comprar. Afinal, eu queria muitas! Quanto custa uma almofada? 30 reais… vezes 10? Não tenho, não posso. Mas eu posso, sim, levantar da cadeira e fazer as minhas, do jeito que eu bem entender.
AS CORES: 4 metros de tecidos estampados (algodão, pouco menos de 1m de cada estampa).
OS NECESSÁRIOS: botões grandes e coloridos
A FOFURA: 2 kg de recheio de almofadas
A GRAÇA: folha para transfer em tecido 

Numa folha de papel, desenhei um esquema bem do elaborado, com desenhos, cores e setas, tudo bem explicadinho como eu queria cada uma. Com o esquema em mãos, bati na porta da costureira mais perto para ver se ela comprava essa idéia comigo. E 2 dias depois, lá estava eu, voltando feliz da vida com meus quadrados e retângulos vazios, mas devidamente costurados.

Aí então que a gente começa a brincadeira… 🙂
Porque agora a gente brinca de escolher o que quiser, o que quiser mesmo, para estampar nas nossas almofoadas. Aqui a sua imaginação é quem manda…
O tal do Transfer. É fácil de fazer? Sim. É simples? Marromenos. Mas rola? Rola! É só seguir direito as intruções da embalagem. E como o risco de cagadas sempre existe, prefiro que você confie nas instruções da embalagem mesmo rs… Mas ó: eu nunca tinha feito, segui o que dizia e deu certo.
Então pulemos uma casa? Ótimo! Ferro de passar, tesoura, a almofada e o transfer impresso. É tudo que você vai precisar. 
Rapidinho aqui! Desculpe me meter assim no meio das fotos. Mas é que essa parte não está na instrução. Se, depois que o ferro ficou o tempo que devia ficar, você  retirou o papel e não tinha saído toda a impressão, volte com o papel no local exato de antes e deixe o ferro por mais tempo. Aí você faz isso até o transfer passar inteiro pro tecido. Por isso, não sai arrancando de primeira o papel não. Vai levantando e dando uma espiadinha, sabe? Pronto, era só isso mesmo, pode continuar…:)

Quantas almofadas no mundo? Incontáveis
Quantas na minha casa? Nove
Quantas iguais à minha por aí? Nenhuma.
Quantas você vai fazer pra você? Tô esperando você responder…

E isso tudo por causa de um grão, hein?