antes e depois

Zona de Conforto (Como reformar um móvel velho)

A minha zona de conforto é a tinta em spray. Você sacode, aponta, aperta e ela colore, brilhosa e homogênea. Meia hora depois, já é hora de aplicar a 2a e talvez última mão de tinta. Pronto! Projeto concluído. É ou não é uma beleza?

Só que o que falta constar na embalagem de tinta em spray é um aviso mais sincero, do tipo: “Ah, você mora em apartamento? Pff… desiste. Você vai fazer cagada”. Porque pintar com tinta em spray dentro do apartamento sem fazer cagada dá tanto trabalho, mas tanto, que eu resolvi  sair dessa zona de conforto de ficar apertando botão para colorir e tentar outros caminhos.

Tem tanta blogueira danada de boa que já mostrou tanta belezura em móveis cobertos com papéis, tecidos e contacts, né? Eu olhava aquela lindeza toda e ficava babando querendo fazer um igual pra mim.
Mas a gente sempre acha que não vai conseguir… ou que não vai ficar bem acabado. Vou te contar uma coisa: transformar esse daí foi 3x mais fácil do que eu achei que seria.
E te digo o por quê:

OBJETO PEQUENO + TINTA DE SECAGEM RÁPIDA + PAPEL COLADO SOMENTE NAS PARTES FÁCEIS

Dá pra ver que o bichinho tava inteirinho, né! Mas como era feio o coitado. Usei uma lixa só pra fazer um carinho de leve e retirar o verniz. Meia horinha de trabalho braçal que passa voando. Tá, forcei a barra agora rs… Depois é só marcar com fita crepe até onde a tinta pode ir.
Tinta? Que tinta?

 

Essa daqui, ó. Uma tinta acrílica para artesanato que eu já tinha usado pra pintar uma moldurinha de madeira e sabia que o acabamento dela era bem fosco. E como a pessoa encasquetou que o criado deveria ser turquesa, um pouquinho de cada cor misturada deu seu jeito no final das contas.
Para pintar, tentei adaptar uma pátina, isso vindo de alguém que não tem idéia de como se faz pátina. Bom, dá pra chegar em um efeito parecido se a gente diluir a tinta em um pouco d’água, não colocar muita tinta no pincel e fazer movimentos contínuos e bem retos, até gastar toda a tinta dele.

 

A idéia é ficar assim, bem falhado mesmo na 1a mão, como na foto do meio. Uma hora depois, passei uma 2a mão, com a mesma “técnica”. Dessa vez a cor ficou mais vibrante e as áreas sem tinta foram mais cobertas.


Esse papel de presente é de uma papelaria que eu adoro, a Papel Craft. Quando dei de cara com essa estampa linda na loja, há quase 2 anos, não tinha idéia do que ia fazer com ela, mas ia levá-la comigo que qualquer jeito. Viu? Agora ele finalmente saiu do armário por uma nobríssima causa.

Pra facilitar a vida da marinheira de primeira viagem aqui, resolvi não complicar e só colar papel nas áreas bem uniformes e retas. Assim, não ia correr risco de rasgar, enrugar ou deixar o negócio mal acabado. Com um estilete, cortei o papel sob a área onde ele seria colado.

E, pra colar, pouquíssima cola branca, também diluída.


Depois de colado o papel, é hora de instalar os puxadores. Esses de gesso foram comprados no Saara. Mas se você quiser, pode pintar os puxadores originais do móvel.

Os pezinhos foram removidos para receber outra cor, pois não custa fazer uma graça, né? E já que o pincel tava na mão, a parte interna das gavetas também ganhou o mesmo tom.
Depois de 1 hora, ele já estava pronto pra ocupar seu local definitivo:
Surpresinha nossa de cada dia: os fundos também receberam atenção. Por quê não? 🙂