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O chá de Panela da Fern

Hoje eu vou me dar ao luxo de fazer um post de poucas palavras, posso? Prometo, no entanto, compensar com fotos – aliás, muitas. E não é por preguiça ou tampouco descaso. É pelo simples fato de que, depois de 2 anos, estou de férias. Mais tempo, mais céu aberto, mais passeio, mais projetos. 

E na primeira sexta-feira livre, São Pedro deu de presente esse dia aí do lado. Típico dia daquele que você olha de dentro do escritório e pensa: “Que que eu tô fazendo aqui dentro?”. “O que aquela pessoa que malha às 3 da tarde faz da vida?”. 

Pois é, agora que eu tô “do lado de cá” eu sei: muitos deles estão de férias. Simples assim. 🙂

E na minha primeira sexta-feira de sol eu fiz o quê? Eu fui pro SAARA! Mas calma, perdi um dia de praia por um motivo nobre: organizar a decor do chá de panela da minha amiga, a melhor das amigas, Fern(anda), que seria no dia seguinte.

As madrinhas dividiram as tarefas e – veja só, minha gente – eu fiquei com a parte da decor. E – veja só também – eu deixei pra última hora. Típico, mas compreensível. Deixei pra fazer com calma nas férias, vai.

Antes de partir paras as compras, carreguei meu pai comigo, porque pai é pra isso!:)  Fomos no delicioso Aconchego Carioca (conhece? Indico. Delicioso e inspirador. Essa foto aí é do banheiro. Imagina o resto! Bem, joga aí na internet rs) e depois partimos para o Saara.

Como o evento seria num restaurante, ou melhor, num quiosque da Lagoa, a decoração tinha que ser comedida. Não dava pra sair decorando o local que já é decorado e que não estava 100% fechado pra gente, né? O tema do chá? Festa Junina! Ou seja: a especialidade do Saara nesse período. Achei que fosse voltar cheia de bandeirinhas de festa junina, mas acabei encaficando com as… pipas! Sim, pipas. 25 delas, a R$9,90 o pacote. O meu pai: “Filha, pipas?”. Pois é. Encafifei. Peguei 1 pacote de pipas e 1 pacote de bandeirinhas por R$2. Pelo preço, na dúvida, vai as duas.
Enfim, depois de espalhar as pipas no chão da sala e pensar no que fazer com elas, percebi que, apensar de coloridas, elas pediam uma certa dose de fofurice.  Juntas assim, puras, sem nada, pareciam show de abertura de jogos olímpicos! 
A saída foi se virar com o que já tinha em casa. E quem surge numa hora dessas, quem? A tinta em spray, linda ela:

Uma sacola de papel fez as vezes de stêncil, bastou recortar uma forma vazada de coração, aplicar uma camadinha fina de tinta em spray dourada no centro da pipa e…. voilá!

O véu da noiva custou R$3. Mas essa noiva em especial é mais do Rock do que da Valsa. Então, as flores saíram e deram lugar para tachinhas.

As convidadas ganharam chapéuzinhos de cangaceira. Um mimo que não custou mais que R$1,20 cada. O pacote com 5 chapéus (R$4,50) + arco de metal (R$0,40) + cola quente.

O local foi escolhido pela própria noiva: “O Ke Ka Baiana Tem” é o nome do quisoque da querida Keka. Quando chegamos ao local, apesar da reserva feita, ele estava tão cheio e concorrido que resolvemos fazer uma proposta “indecente” pra proprietária. O dia estava tão lindo, mas tão lindo, que pedimos para levantar acampamento do lado de fora mesmo, bem ao lado do quiosque.
Combinamos assim: nós faríamos a nossa bagunça aqui do lado de fora e eles nos serviriam os quitutes e bebidinhas do quisoque. Luxos esses que não se nega a um grupo de madrinhas e uma noivinha com véu na cabeça.  E assim montamos acampamento nessa tarde de sol abençoada:

A Noivinha mais feliz do mundo e a(s) amiga(s) coruja(s). Mudando de assunto: festa que é festa tem porque tem que ter canudo de guarda-chuva, ou sou só eu? rs

Um brinde à minha amada Fern e todas as amigas que fizeram esse dia inesquecível acontecer! Aquele que tem amigos verdadeiros realmente é uma pessoa rica. E com amigos como esses e uma cidade como essa, você há de concordar: não somos menos do que milionários.