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Yes, we can! Desafio de Decoração Master Ninja Mega Pro

Era uma sexta-feira aparentemente calma, quando fiquei sabendo que uma amiga muito querida que mora fora estava com planos de abrir uma pousadinha charmosa no Cosme Velho. E como a gente ajuda os amigos como pode, me ofereci para ajudar na decoração, caso fosse necessário. 
E precisava? Bem… como vamos dizer… em 4 dias os primeiros hóspedes chegariam – uma banda toda-toda de Londres – e o espaço estava assim:
5 cômodos: 2 quartos, um hall, 1 banheiro e uma área de conviência. O prazo? 1 dia para planejar, 1 dia para comprar e 2 dias para executar. A verba? R$2 mil. Pra tudo. E como a pessoa que vos escreve realmente tem um parafuso a menos, em vez de ficar nervosa com o tamanho da trabalheira que vinha pela frente, eu só conseguia enxergar possibilidades, desafio e muito aprendizado. Pensei na hora: preciso de reforço! Passei a mão no telefone e liguei pra minha parceira Vivi Visentin (do lindo Decorviva, conhece, né?) que, além de também ter um parafuso a menos, não foge da raia quando o assunto é mandar ver.
Acho que vale à pena acrescentar, nessa altura do campeonato, que os únicos móveis existentes nos 5 cômodos eram:
– 3 beliches
– 1 armário de metal
– 1 tapete encardido
E só. 🙂 Por isso, o jeito foi correr atrás de garimpos para conseguir rechear os ambientes. No sábado, separamos o dia para ir até a Ilha do Gorvenador, contar com a ajuda de uma amiga que nos cederia algumas caixas de feira que estavam sobrando no quintal (beeeijo, Roberta ♥! ). Mas como o nosso santo é forte, no caminho, demos de cara com uma caçamba da prefeitura REPLETA de tesouros: cadeiras, bancos, prateleiras, pés de armário etc etc etc. Trabalho em equipe: eu pulei pra dentro da caçamba junto com o Breno, sobrinho da Vivi, enquanto ela corria atrás de um frete pela praça para levar nossos achados pra casa. Dá pra acreditar na sorte que demos? Ô santo forte. Obrigada, meu pai. 🙂
E depois de passar o domingo planejando na ponta do lápis como gastar nossa verba (e nosso escasso tempo) da melhor forma, chegamos à conclusão de que a ajuda dos amigos seria fundamental. Foi aí que tivemos a ideia de chamar alguns voluntários para nos ajudarem nessa empreitada. Gente da boa e do bem, que doou seu tempo, seus conhecimentos e seu alto astral assim… a troco da nossa companhia, da experiência e do prazer em ver um trabalho pronto. Tem preço isso? Pois é.
E na segunda-feira bem cedinho, já estávamos todas nós na pousada, começando os trabalhos. A meta? Ter tudo pronto até o dia seguinte, às 21h, pois os hóspedes chegariam naquela mesma noite, horas mais tarde (trilha de prova do Gugu Liberato: “uma uma uma ê!, uma uma uma ê!”).

Além das lindonas que vieram através dos 2 blogs (Beeeijo Ju, Iáfa, Erika, Vivian e Laura!!), contamos com o reforço de 3 artistas porretas que foram lá salvar uma parede e um armário de ferro do tédio. E lá venho eu com meu jargão tão batido quanto verdadeiro: Quem tem amigo tem tu-do!!
Quem sabe faz ao vivo e direto na parede! Ilustra feita com canetinha pela minha querida amiga Mariana Mansur.
Pintura “Universo”, feita no armário de metal pelas queridas Bruna Buccini e Marina Papi.

E 2 dias depois de muito suor, correria, ansiedade, aprendizado e risadas, seja bem vindo à Casa Beludi. Saímos de lá às 22h. Os hóspedes? Chegaram 22h30. Aguenta, coração!

Chegue mais, fique à vontade! Passeie pelas fotos e vibre com a gente (sim, orgulho define):

Hall de entrada, com fotos de um catálogo que eu tinha guardado de recordação do Art Rio. As moldurinhas já estavam na casa e receberam algumas camadas de tinta em spray preta e verniz fosco. A prateleira também já estava na casa, guardada no quartinho da bagunça. Depois de pintar as faixas com tinta branca, foi direto pra parede.

O tecido quadriculado é o que sobrou de uma colcha aqui de casa. Parte dela foi usada num projeto do Decora e a outra parte foi usada na parede aí da pousada (desapego, a gente vê por aqui).

Para tentar contribuir, o Adi, um dos sócios da pousada, me chamou no canto e disse: tenho essa prancha velha! Ajuda alguma coisa? Ô, se ajuda, Adi. Com uma estrutura de madeira feita pelo Jorge, nosso marceneiro, e alguns retalhos da La Estampa por cima, ela vira um lindo banco!

 

Cadeira de balanço, mesinha de centro e a gaiola foram garimpos da caçamba e receberam algumas demãos de tinta para voltarem à vida. O bancão baixo lá atrás? É uma base de armário, que também foi garimpada. Aí foi só comprar a espuma, o tecido e costurar à mão mesmo esse estofado (beeeeijo, Vanessa ♥).

As telas de chevron eram mosquiteiros brancos (encardidos, vai), que estavam esquecidos na área de serviço. A Laura usou fita crepe e tinta preta para deixá-los com essa carinha irresistível!

Quase que uma marca registrada da Vivi, a janela de vidro recebeu fitas adesivas para uma iluminação mais colorida. Os azulejos também foram presente da nossa amiga Roberta. 

Detalhe da gaiolinha encontrada no lixão que recebeu tinta em spray amarela e um pisca-pisca para servir de luminária.

Esse cofre da esquerda, pesado (e charmoso) que só, já estava na varanda. Tudo o que foi preciso foi fazer uma almofadinha para que ele servisse de banco.

O tapete encardido foi cortado e recebeu essa barra lateral de lona crua para dar uma carinha nova pra ele.

Todas as cadeiras usadas foram garimpadas… como posso dizer… no lixo mesmo! Estavam na cor original, gastas e sem o assento. Tudo o que precisamos fazer foi pintá-las e refazer o assento com cortes de MDF, tecido e grampo de estofador.

Frida Kahlo, posando de modelo na cadeirinha restaurada. Posso com isso?

Detalhe de um dos quartos: fitas coloridas na janela, uma lâmpada + mão francesa que virou luminária moderninha e cantinho de recados feito com sobras de cortiça.

Bancada e cadeiras garimpadas receberam 2 demãos de tinta esmalte. A passadeira? Alguns tapetinhos de banheiro de R$1,99 do Saara, costurados uns nos outros. A parede da janela ganhou uma pintura com a cor “café com leite”, só para dar uma aquecida no ambiente.

Uma placa de fórmica preta doada pela nossa amiga Roberta foi usada como espaço para escrever com giz! A Roberta salvou ou não salvou a lavoura? 

Esses móveis estavam no lixo. Alguém havia desistido deles, mas a gente não! 🙂

Detalhe do outro quarto, com móveis também garimpados e ilustração da Mari Mansur. 

O bufê foi pintado por dentro com tinta epóxi verde água e, por fora, revestido com contact preto fosco!

O banheiro recebeu colagens com contact na parede (arrasou, Juliana!), inspirado no Coletivo Muda, que tanto amamos, conhece? O chão de pastilhas, que estava bem velhinho, foi revestido com um carpete de borracha listrado que compramos no Leroy Merlin. Por ser de borracha, é só lavar que tá novo.

E as duas malucas, exaustas e felizes, depois do trabalho pronto. 🙂

Todos, sem exceção, foram fundamentais para que esse projeto conseguisse ser concluído em tempo recorde. Foi um prazer sem tamanho poder conviver com pessoas tão queridas, talentosas e generosas nesses 2 dias. Orgulho, felicidade, emoção, gratidão sem fim. Eu só tive a idéia maluca de mergulhar nesse projeto e a coragem pra estufar o peito e afirmar: a gente consegue! O resto, foram essa pessoinhas amadas aqui as responsáveis por esse desafio que vai ficar marcado na minha memória e coração! Amo vocês, pessoal, sério. Vou parar por aqui porque a pessoa é manteiga derretida que só… aí já viu, né?

Com vocês, o time mais FODA (desculpem, não tinha outra palavra) desse planeta:

1 – Iáfa Cac  2 – Juliana Amado  3 – Erika Kohler  4 – Laura Sugimoto  
5 – Vivian Moutinho  6 – Mariana Mansur  7 – Marina Papi   8 – Bruna Buccini  
9 – Ivana Curi 10 – Leticia Cunha   11 – Vanessa Visentin 12 – Breno Visentin  
13 – Leandro Pagliaro 14 – Frida Kahlo