Quando decidi morar no meu apartamento que foi amor à primeira vista, no Bairro Peixoto, já sabia que teria que lidar com uma difícil decisão: me acostumar com o calor desse Rio de Janeiro. Pois o meu apartamento, que é o térreo de frente do prédio, lindo, com fachada de pedra e janelinhas antigas azuis não possibilita a instalação de ar condicionado. Quando me mudei, em maio, pensei: vou tirar de letra. Passou o outono, inverno… e a primavera foi chegando já mostrando que não ia ser tão fácil. Quando o verão chegou com o pé na porta, vou te dizer minha amiga… foi foda. É ventilador cansado, é mosquito, é banho na hora de dormir pra tentar se aproximar de um fresquinho. 

A única solução que eu tinha para noites mais tranquilas seria um ar condicionado portátil mesmo. Então você pode imaginar a minha alegria e a da Frida quando o nosso ar finalmente chegou. Eu, que sou adepta ao faça você mesmo, confesso que não suporto um manual de instalação, já me arrepiei de pensar que talvez eu não ia conseguir já dormir fresquinha naquela mesma noite, pois ia precisar chamar alguém pra instalar. Engano meu. Abri a caixa, ansiosa, e passei uma olhada nas instruções: era mais simples do que eu imaginava! E como muitos de vocês viram a minha foto cheia de empolgação lá no Instagram sobre esse dia e quiseram saber mais como funciona esse ar portátil, aqui vai a minha experiência.
A caixa é enorme, parruda e o ar pesa cerca de 30kg. Se o namorado não tivesse ajudado, talvez não conseguiria tirá-lo da caixa sozinha. Mas depois que ele é posicionado no chão, fica fácil levar de um lado pro outro por causa das rodinhas 360º. O kit em si é bem básico, formado de poucas e grandes peças.
Com o manual de instalação em mãos, o trabalho seria basicamente conectar um lado da mangueira de ar no aparelho, e o outro lado na janela. 
Como o ar é portátil, ele precisa dessa mangueira acoplada em uma janela para que o ar quente possa sair. E o que eu achei mais sensacional é que eu tinha passado dias planejando qual seria a minha gambiarra para conseguir prender esse tubo na janela, sendo que o próprio kit vem com essa barra de plástico ajustável que se encaixa em diferentes tamanhos de janela.
Tubos encaixados, janela fechada, hora de ligar na tomada. Emoção. Em menos de meia hora, já estava com meu ar instalado e pronto pra resfriar. Mais emoção. E o resto da história, é o que você pode imaginar: friozinho, edredon, sonos mais tranquilos e uma pessoa que voz fala com um humor beeem melhor. 🙂
Para quem me perguntou se esse negócio de ar funciona mesmo, aqui vai minhas impressões:
– Sim, o ar funciona, resfria chegando a até 18 graus, o que refresca bastante o meu quarto, que é grande!
– Ele produz mais ruído que um ar de janela ou split, por se tratar de um aparelho que não possui uma unidade externa (compressor), mas eu confesso que gostei, pois moro no térreo e o toque-toque do interfone desde cedo me incomoda. O ruído me ajudou a dormir mais profundo.
– Ocupa espaço? Sim, pois o aparelho precisa ficar a pelo menos 60cm da janela. Aqui no quarto, eu tenho bastante espaço e achei o aparelho com uma carinha bonita, ou seja, não acho um trambolho não. Eu gosto. 🙂
– Para quem mora em prédios de fachadas antigas ou em apartamentos alugados que não permitem quebra quebra, fiquei feliz em constatar que o ar portátil é uma ótima saída.

  • Parece interessante. Mas e como fica a conta de luz no final de mês?! Podia vir aqui pra contar a experiência depois de uns meses né?!

  • Sheyla Mayra

    O valor da energia aumentou muito?

  • Oi Thalita! Sobre esse assunto, compartilho a minha experiência com um ar portátil 110v da Springer, que compramos para o meu trabalho e que também é ótimo! Refresca bem a sala – que é alugada, deixando o ambiente muito agradável! Realmente esse tipo de ar é mais barulhento, mas prefiro ter um barulho a mais do que morrer de calor! Bjs!

  • Anônimo

    vc e o namorado nao moram mais juntos?

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