Mas porquê as flores não são eternas mesmo? Depois de 10 dias, murchas, já esperavam o destino quase que inevitável: o lixo. Mas não para as dálias brancas. Não dessa maneira. Não nesse domingo chuvoso. Aliás, que domingo chuvoso abençoado esse. Para um carioca, é quase que impossível não se sentir culpado em perder um dia de sol, de praia, de ar livre. Ainda mais se você tá de férias. Que pressão, gente. Tudo o que eu queria hoje era um diazinho chuvoso para jiboiar sem culpa (São Pedro, beijo procê).
E assim foi. Do buquê que um dia foi cheio de vida, sobraram duas partes: a que foi para o lixo e a que foi para o forno. Separei as dálias brancas e resolvi desidratá-las. Como? Missão pro Google, que me mostrou as técnicas mais variadas quando perguntei: “como desidratar flores”? Entre opções com silica gel, quarto escuro e parafina, uma ganhou de lavada: a do microondas. O resultado? Fracasso total e quase desastre com vítimas. Vi a morte de perto! Subiu uma labareda (labaredinha, tá certo) de fogo dentro do micrrondas. Foi traumático, mas não o suficiente pra desistir! Somente pra entender que precisava partir para um plano B: confiar na minha intuição. E ela dizia para eu tentar o forno.
Em tempo: não sei se essa “técnica” de assar as flores para desidratá-las funciona com todos os tipos. Mas que vale à pena testar antes de jogar as belezinhas fora, isso vale.
Ainda: no lugar do laquê de cabelo, acredito que o verniz fosco também cumpra bem o papel de proteger as flores depois de secas.





